S. FRANCESCA
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O UNIVERSO DE S. FRANCESCA

Há histórias que
não deixam você
sair das sombras.

Poder que seduz. Segredos que ferem. Paixões que desafiam qualquer juramento.

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A Herdeira das Sombras
S. FRANCESCA · EDIÇÕES EM PORTUGUÊS
EDIÇÕES EM PORTUGUÊS

Histórias que deixam marcas.

Explore as edições em português e descubra por onde começar.

A Herdeira das Sombras
Saga das Sombras

A Herdeira das Sombras

Sinopse

Todos acreditam que Sandra Francesca está morta.

Durante cinco anos, ela fez de tudo para que continuassem acreditando.

Na noite em que sua família foi destruída, Sandra perdeu seu nome, sua vida e tudo aquilo que conhecia. Para sobreviver, tornou-se Elena Moretti — uma mulher que aprendeu a esconder seus segredos, reconhecer ameaças e nunca confiar facilmente.

Mas o passado não permanece enterrado para sempre.

Então, Luciano Draven cruza seu caminho.

Frio, poderoso e temido, Luciano está acostumado a controlar tudo ao seu redor. Mas Elena é um mistério que ele não consegue decifrar.

Uma proposta inesperada aproxima os dois. Entre desconfiança, provocações e uma atração cada vez mais difícil de ignorar, Luciano começa a se apaixonar por uma mulher cuja verdadeira identidade desconhece.

E Sandra sabe que a verdade pode destruir tudo.

Porque os inimigos responsáveis pela queda de sua família continuam à espreita. E recuperar o que lhe foi roubado pode custar muito mais do que ela imaginava.

Entre poder, vingança, segredos e uma paixão que jamais deveria ter acontecido, Sandra terá de escolher até onde está disposta a ir.

Ela deveria estar morta.

Mas a herdeira está pronta para sair das sombras.

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O Juramento de Lorenzo
Spin-off · Saga das Sombras

O Juramento de Lorenzo

Sinopse

Lorenzo aprendeu há muito tempo que proteger os outros é mais fácil do que deixar alguém se aproximar dele.

Habituado a viver entre responsabilidades, silêncios e sombras que nem sempre podem ser explicadas, ele sabe exatamente onde estão os limites que não pretende ultrapassar. Até que Açucena entra na sua vida.

Ela não chega para salvá-lo. Lorenzo também não precisa ser salvo. Mas há encontros que mudam a forma como olhamos para tudo aquilo que julgávamos ter sob controle.

Entre um passado que ainda deixa marcas, segredos que não desapareceram e sentimentos que nenhum dos dois planejou, Lorenzo vai descobrir que algumas promessas são muito mais fáceis de fazer do que de cumprir.

E que existem juramentos que não precisam ser ditos em voz alta para mudarem uma vida inteira.

O Juramento do Lorenzo é um spin-off da Saga das Sombras, uma história sobre confiança, proteção, escolhas e sobre o que acontece quando alguém consegue atravessar as defesas que levamos anos construindo.

Porque nem todas as sombras existem para esconder alguma coisa.

Algumas existem para proteger aquilo que não podemos perder.

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O Príncipe das Sombras — Enzo
Saga das Sombras

O Príncipe das Sombras — Enzo

Sinopse

Enzo Francesca nasceu cercado por poder, lealdade e sombras.

Como herdeiro de uma família que aprendeu a sobreviver às próprias guerras, ele sabe proteger, ameaçar e destruir qualquer um que coloque os seus em perigo.

O que nunca soube foi como dizer a Serena Silva que a ama.

Serena cresceu ao lado dos Francesca, mas nunca pertenceu a ninguém. Forte, independente e ferozmente leal à família que escolheu como sua, passou anos escondendo um sentimento que acreditava não ser correspondido.

Porque Enzo nunca lhe deu motivos para acreditar no contrário.

Entre silêncios, desejo e tudo o que ficou por dizer, os dois aprenderam a viver fingindo que aquilo que existe entre eles não importa.

Até que as sombras que cercam os Francesca se aproximam demais.

Quando Serena se torna parte de um jogo muito mais perigoso do que qualquer um deles previa, Enzo é obrigado a enfrentar a única verdade da qual sempre fugiu: poder pode proteger um império, encontrar inimigos e cobrar dívidas.

Mas não pode devolver aquilo que se perde.

E talvez amar Serena em silêncio tenha sido o maior erro da vida dele.

Ele sempre foi o príncipe das sombras.

Por ela, terá de descobrir se também consegue sair delas.

O Príncipe das Sombras — Enzo é o segundo livro da Saga das Sombras, uma história de dark romance, suspense e crime sobre amor escondido, lealdade, família, poder e as consequências das palavras que nunca foram ditas.

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Em Breve

Em Breve

As próximas histórias de S. Francesca.

A Rainha das Sombras — Diana
Em preparação

A Rainha das Sombras — Diana

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Além das Sombras

Entre nas sombras antes de abrir o livro.

Descubra onde cada história começa. Leia os prólogos dos livros de S. Francesca e deixe-se envolver por um universo de poder, segredos, lealdade e paixões intensas.

A Herdeira das Sombras

A Herdeira das Sombras

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PRÓLOGO

A NOITE EM QUE MORRI

A água estava gelada.

Foi a primeira coisa que senti.

Não o impacto.

Não a dor.

Nem sequer o som do tiro que ainda ecoava na minha cabeça.

A água.

Escura. Profunda. Impiedosa.

Engoli água do mar quando tentei respirar. Meu corpo afundava enquanto meus braços

procuravam desesperadamente alguma coisa em que se agarrar.

Mas não havia nada.

Apenas escuridão.

Apenas água.

E a certeza de que, naquela noite, alguém tinha decidido que eu não merecia sobreviver.

Tentei nadar.

A dor atravessou meu corpo com tanta força que quase desisti.

Quase.

Porque morrer seria mais fácil.

Era isso que queriam.

Que eu morresse.

Que desaparecesse.

Que o mar engolisse meu corpo e levasse consigo o último vestígio da família Francesca.

Mas eu ainda respirava.

Com dificuldade.

Com dor.

Mas respirava.

Fechei os dedos.

Meu pai tinha me ensinado a confiar em poucas pessoas. A nunca demonstrar medo diante de um inimigo. A entender que, no nosso mundo, um sorriso podia esconder uma traição.

Mas nunca me ensinou como sobreviver depois de perder tudo.

Fechei os olhos por um segundo.

E vi fragmentos daquela noite.

Um homem que tinha jurado lealdade ao meu pai.

Alguém que conhecia nossa casa. Nossos segredos. Nossas fraquezas.

Naquele momento, eu ainda não conseguia compreender a extensão da traição.

Sabia apenas que meu pai tinha confiado na pessoa errada.

E que aquilo não podia ter acontecido sem ajuda. — Nunca deixe que façam você acreditar que é

fraca, Sandra.

A voz do meu pai atravessou minha memória.

Forte.

Segura.

Meu pai estava morto.

Minha mãe também.

E eu tinha sido deixada para morrer.

Alguém queria apagar os Francesca.

Apagar nossa família.

Apagar a mim.

Meu corpo tinha sido jogado no mar.

Uma morte sem corpo.

Sem perguntas.

Sem testemunhas.

Perfeita.

Mas havia um problema.

Eu sobrevivi.

Lutei contra a água.

Uma vez.

Outra.

Meus músculos gritavam para que eu parasse. Porque sobreviver significava enfrentar a

verdade.

Eu não tinha mais uma casa.

Não tinha mais uma família.

Não tinha mais um lugar para onde voltar. Se descobrissem que eu estava viva, terminariam

trabalho.

E, daquela vez, talvez não falhassem.

Uma onda me empurrou.

Tossi.

Lutei.

Respirei.

Não sei quanto tempo passou.

Minutos.

Horas.

Uma vida inteira.

Quando finalmente senti algo sólido sob meus dedos, quase não consegui acreditar.

Areia.

Terra.

Me arrastei para fora da água, tremendo, exausta, ferida.

Caí de joelhos.

Fiquei ali, ouvindo as ondas e olhando para o céu escuro.

E chorei.

Chorei pelo meu pai.

Pela minha mãe.

Pela vida que tinha desaparecido naquela noite. Chorei pela filha de Lourenço Francesca. Porque ela tinha morrido.

A filha protegida.

A herdeira.

A mulher que acreditava conhecer as pessoas ao seu redor.

Ela tinha ficado no fundo daquele mar. Mas eu sobrevivi.

E, quando finalmente consegui me levantar, percebi uma coisa.

Não podia voltar.

Ainda não.

Não podia buscar vingança enquanto ainda fosse fraca.

Não podia enfrentar um inimigo sem saber quem estava ao lado dele.

Precisava desaparecer.

Precisava aprender.

Observar.

Descobrir quem eram, de verdade, os homens que tinham destruído minha família.

E precisava ficar mais forte.

Muito mais forte.

Olhei uma última vez para o mar.

Para o lugar onde todos acreditariam que eu tinha morrido.

Deixei que acreditassem.

Era melhor assim.

Por algum tempo, eu seria apenas mais uma mulher.

Um rosto no meio da multidão.

Um nome que não significava nada.

Ninguém saberia quem eu era.

Ninguém saberia o que eu tinha perdido. Enquanto todos acreditavam que Sandra

Francesca estava morta, eu estaria me preparando. Porque um dia eu voltaria.

Um dia descobriria toda a verdade.

Um dia recuperaria tudo o que tinham me roubado.

E aqueles que destruíram minha família... Aqueles que tentaram me matar...

Olhariam nos meus olhos.

E perceberiam, tarde demais, o erro que tinham cometido.

Eu não tinha morrido.

Eu tinha sobrevivido.

E, naquela noite, enquanto deixava para trás o mar que deveria ter sido minha sepultura, fiz uma promessa.

Eu voltaria.

Não como a garota que tinham tentado afogar.

Mas como a mulher que nunca deveriam ter deixado sobreviver.

Porque, naquela noite, Sandra Francesca morreu.

E das sombras nasceu alguém que eles jamais conseguiriam destruir.

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O Juramento de Lorenzo

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PRÓLOGO

◆

A NOITE EM QUE A ENCONTREI

POV: LORENZO

Eu já tinha encontrado medo antes.

Nos olhos de homens que sabiam que iam morrer. Nos de mulheres que tinham aprendido a desconfiar de qualquer mão estendida. Nos de crianças que não deveriam conhecer certas coisas sobre o mundo.

Naquela noite, encontrei outra coisa.

Ela estava machucada.

Exausta.

Tinha todas as razões para correr assim que abrimos uma saída daquele inferno.

Mas não correu.

Ficou.

Porque ainda havia uma menina lá dentro.

Eu não sabia o nome dela.

Não sabia de onde tinha vindo, havia quanto tempo estava presa ou o que tinham feito com ela.

Só sabia que mal conseguia se manter em pé e, ainda assim, se recusava a atravessar aquela porta enquanto uma criança continuasse do outro lado.

Voltei.

Encontrei a menina.

E, quando tentei ajudá-la, vi o corpo dela recuar antes mesmo que pudesse pensar.

Parei.

Não toquei.

Esperei.

Naquele lugar, homens tinham tirado dela coisas demais.

Eu não seria mais um a decidir o que aconteceria com seu corpo.

Quando finalmente me permitiu chegar perto, entendi que confiança podia caber num gesto tão pequeno que qualquer outro homem talvez nem percebesse.

Tirei as duas de lá.

Era só isso que eu tinha ido fazer.

Salvar quem ainda podia ser salvo.

Entregá-las a Sandra.

Garantir que estivessem seguras.

E ir embora.

Foi exatamente o que fiz.

Não perguntei seu nome.

Não procurei saber para onde iria depois.

Não tinha esse direito.

Naquela noite, ela era apenas mais uma sobrevivente que finalmente tinha conseguido sair.

E eu era apenas o homem que tinha aberto uma porta.

Pelo menos foi nisso que escolhi acreditar.

Porque ainda não sabia que algumas portas, depois de abertas, nunca voltam a fechar.

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O Príncipe das Sombras — Enzo

O Príncipe das Sombras — Enzo

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PRÓLOGO

A NOITE EM QUE QUASE A PERDI

POV: ENZO

Eu sempre achei que teria tempo.

Essa talvez tenha sido a coisa mais estúpida em que acreditei na vida.

Tempo para continuar provocando Serena só para vê-la estreitar os olhos para mim.

Tempo para entrar em uma sala e fingir que não procurava por ela antes de qualquer outra pessoa.

Tempo para ouvir aquela boca atrevida me mandar para o inferno e esconder o quanto eu gostava quando ela era a única naquele lugar que não parecia se importar com quem eu era.

Tempo para vê-la ao lado da minha irmã.

Ao lado da minha família.

Ao meu lado, mesmo sem saber que era exatamente ali que eu sempre quis que ela estivesse.

Tempo para continuar fingindo.

Tempo para contar a verdade algum dia.

Talvez amanhã.

Talvez quando eu estivesse pronto.

Talvez quando encontrasse uma maneira de amar Serena Silva sem entregar aos meus inimigos a única arma capaz de me destruir.

Mas algumas verdades não esperam.

Descobri isso com as mãos cobertas pelo sangue dela.

— Serena.

Minha voz não parecia minha.

Pressionei a mão contra o ferimento no peito dela.

Sangue quente escapou entre meus dedos.

Muito.

Sangue demais.

— Olha para mim.

Os olhos dela se abriram por um instante.

Só um.

Mas foi suficiente para alguma coisa dentro de mim se partir.

— Isso. — Minha voz saiu baixa. Firme. Precisava ser firme. — Fica comigo.

Serena tentou respirar.

O som que saiu dela fez meu estômago se contrair.

Eu já tinha ouvido homens morrendo.

Já tinha visto corpos destruídos por balas.

Já tinha sentido sangue secar nas minhas mãos e continuado comendo horas depois como se nada tivesse acontecido.

A morte nunca me impressionou.

Naquele momento, eu descobri que dependia de quem estava morrendo.

— Enzo...

Quase não ouvi.

Aproximei o rosto.

— Estou aqui.

Os dedos dela se moveram contra minha camisa.

Fracos.

Serena nunca fazia nada de forma fraca.

Discutia como se cada argumento fosse uma guerra pessoal.

Enfrentava Diana quando achava que minha irmã estava errada.

Me enfrentava com ainda mais prazer.

Nunca baixava os olhos.

Nunca recuava.

Nunca precisava que ninguém falasse por ela.

E agora mal conseguia segurar minha camisa.

— Não fecha os olhos.

Ela fechou.

— Serena.

Nada.

— Abre os olhos.

Nada.

O mundo inteiro ficou pequeno.

Não existia mais família.

Não existia império.

Não existia Francesca.

Não existia Dante.

Não existiam homens esperando minhas ordens.

Não existia o filho de Luciano Draven.

Não existia o herdeiro de Sandra Francesca.

Só existia uma mulher sangrando nos meus braços.

E eu não podia fazer porra nenhuma para obrigá-la a ficar.

— Serena!

Alguém se aproximou.

— Enzo, precisamos—

— Não toca nela.

A voz saiu tão baixa que o homem parou.

Eu nem olhei para ele.

Minha atenção continuava no rosto de Serena.

Pálido demais.

Quieto demais.

— A equipe médica está vindo.

Eu sabia.

Sabia quantos minutos tinham passado.

Sabia onde estavam os carros.

Sabia quantos homens ainda procuravam os responsáveis.

Sabia quantas saídas existiam.

Sabia quem estava vivo.

Quem estava ferido.

Quem eu precisava encontrar.

Minha cabeça continuava funcionando.

Era isso que eu fazia.

Quando todos perdiam o controle, eu pensava.

Quando o medo entrava em uma sala, eu o usava.

Quando alguém cometia um erro, eu encontrava a falha.

Quando alguém traía minha família, eu encontrava o traidor.

E quando encontrava...

Ele aprendia.

Todos aprendiam.

Mas nada daquilo servia para Serena.

Nenhuma ameaça faria o sangue voltar para o corpo dela.

Nenhum homem que eu torturasse faria aquela bala desaparecer.

Nenhuma quantidade de dinheiro compraria a próxima batida do coração dela.

Nenhum sobrenome obrigaria a morte a recuar.

Eu podia colocar o submundo inteiro de joelhos.

Podia incendiar negócios.

Destruir famílias criminosas.

Caçar cada homem envolvido até o último buraco em que tentassem se esconder.

Podia arrancar nomes, rotas e segredos de quem soubesse alguma coisa.

E faria.

Se Serena morresse, haveria homens que passariam os últimos minutos da própria vida desejando nunca ter ouvido o nome Francesca.

Não.

Dante.

Porque eu encontraria cada um deles.

E, quando terminasse, o submundo entenderia o que aquele nome significava.

Mas nada disso a salvaria.

Aquela era a parte que estava me destruindo.

Eu podia punir.

Não podia salvar.

— Por que você fez isso? — murmurei.

Eu sabia por quê.

O tiro tinha sido para Diana.

Serena viu.

E entrou na frente.

Sem pensar duas vezes.

É claro que entrou.

Minha irmã era família para ela.

Serena podia não ter nascido Francesca, mas ninguém precisava explicar a ela o significado de lealdade.

Teimosa.

Impulsiva.

Corajosa.

Completamente insuportável.

Minha Serena.

A palavra surgiu dentro de mim antes que eu pudesse impedi-la.

Minha.

Quase ri.

Que direito eu tinha?

Passei anos garantindo que ela acreditasse exatamente no contrário.

Cada vez que Serena chegou perto demais, eu provoquei.

Cada vez que meu olhar demorou mais do que deveria, transformei em brincadeira.

Cada vez que senti ciúme, escondi atrás de um sorriso.

Cada vez que quis tocá-la, lembrei a mim mesmo de tudo que carregava nas costas.

Tudo que um dia seria meu.

Todos os inimigos que vinham junto.

E mantive distância.

Era melhor assim.

Foi o que disse a mim mesmo durante anos.

Serena merecia uma vida em que não precisasse olhar debaixo do carro antes de entrar.

Uma vida em que um jantar não exigisse homens armados do lado de fora.

Uma vida em que amar alguém não pudesse colocar um alvo nas costas dela.

Então fiz o que achei que precisava fazer.

Deixei Serena acreditar que eu não a queria.

Pior.

Deixei que acreditasse que eu nunca a amaria.

E agora ela podia morrer levando essa mentira com ela.

Minha mão tremeu.

Olhei para os meus dedos.

Eu nunca tremia.

Fechei a mão ensanguentada.

— Não.

A palavra saiu como uma ordem.

Serena não reagiu.

Abaixei o rosto até minha testa tocar a dela.

— Você não vai fazer isso comigo.

Nenhuma resposta.

— Está ouvindo? Você não vai morrer.

Eu estava ordenando que ela vivesse.

Patético.

Mas continuei.

— Você ainda tem um milhão de coisas para jogar na minha cara. Ainda precisa me dizer que eu sou um idiota pelo menos mais umas dez mil vezes.

Nada.

Minha garganta fechou.

— Ainda precisa descobrir que estava errada.

Silêncio.

Engoli em seco.

Eu tinha interrogado homens sem piscar enquanto eles gritavam.

Já tinha encarado armas apontadas para mim.

Já tinha entrado em lugares sabendo que talvez não saísse.

Nunca tive medo da morte.

Nem da minha.

Naquela noite, descobri o que era medo.

Medo era sentir o sangue de Serena esfriar nas minhas mãos.

Medo era procurar o pulso dela outra vez mesmo sabendo que havia pessoas mais qualificadas a caminho.

Medo era imaginar Diana acordando amanhã sem a melhor amiga.

Giulia sem a filha.

Minha mãe olhando para uma cadeira vazia.

E eu...

Eu entrando em uma sala e não encontrando Serena nela.

Nunca mais.

Não ouvir a risada.

Não ouvir uma provocação.

Não vê-la discutir comigo.

Não vê-la me olhar daquele jeito que sempre parecia atravessar todas as camadas que eu colocava entre mim e o resto do mundo.

Um mundo inteiro sem Serena Silva.

Aquilo me aterrorizava.

— Eu amo você.

As palavras saíram antes que eu pudesse detê-las.

Tarde demais.

Talvez anos tarde demais.

— Está ouvindo, Serena?

Segurei o rosto dela com a mão que não pressionava o ferimento.

— Eu amo você.

Nenhuma reação.

Meu peito queimou.

— Sempre amei.

Ela precisava ouvir.

Mesmo inconsciente.

Mesmo que aquela fosse a última coisa que eu dissesse a ela.

— Fui covarde demais para admitir. Achei que manter você longe de mim significava manter você segura.

Olhei para o sangue.

Quase soltei uma risada amarga.

Belo trabalho, Enzo.

— Então abre os olhos e pode passar o resto da vida me lembrando do quanto eu fui estúpido.

Nada.

Ouvi movimento.

Dessa vez deixei que se aproximassem.

Mãos treinadas começaram a trabalhar ao nosso redor.

Perguntas.

Ordens.

Equipamentos.

Tentaram afastar minhas mãos.

Demorei um segundo para obedecer.

Um segundo longo demais.

Então tirei a mão do ferimento.

O sangue dela cobria minha palma inteira.

Fiquei olhando.

Serena foi retirada dos meus braços.

E alguma coisa primitiva dentro de mim quis agarrá-la de volta.

Não fiz isso.

Ela precisava deles.

Não de mim.

Levantei.

Meu corpo parecia frio.

Meu rosto também.

Foi naquele instante que o medo mudou.

Continuava ali.

Mas havia outra coisa crescendo por cima dele.

Uma coisa que eu conhecia muito melhor.

Promessa.

Olhei para o sangue de Serena nas minhas mãos.

Quem tinha organizado aquilo ainda respirava.

Quem tinha ajudado ainda respirava.

Quem tinha vendido informação, aberto uma porta, fornecido uma rota ou decidido que tocar na minha família era uma boa ideia...

Ainda respirava.

Por enquanto.

Não sabia quantos eram.

Não sabia todos os nomes.

Ainda.

Mas descobriria.

E não haveria negociação.

Não haveria dinheiro suficiente.

Não haveria sobrenome importante o bastante.

Não haveria fronteira distante o bastante.

Eles tinham cometido o erro de acreditar que conheciam os Francesca.

Conheciam meus pais.

Conheciam as regras deles.

Conheciam o respeito que Sandra Francesca e Luciano Draven tinham imposto ao submundo.

Ainda não me conheciam.

Fechei os dedos sobre o sangue dela.

Conheceriam Enzo Dante.

Mas não naquela noite.

Naquela noite eu não queria vingança.

Não queria poder.

Não queria um império.

Queria apenas que Serena abrisse os olhos.

E, se abrisse...

Se me fosse concedida uma única oportunidade de desfazer a mentira que alimentei durante anos...

Ela nunca mais precisaria adivinhar.

Nunca mais precisaria interpretar uma provocação, um olhar ou um silêncio.

Nunca mais acreditaria que não era amada.

Porque eu diria.

Quantas vezes fossem necessárias.

Mesmo que Serena não me escolhesse.

Mesmo que me mandasse para o inferno.

Mesmo que decidisse que amar Enzo Dante era um preço que não queria pagar.

A escolha seria dela.

Mas a dúvida...

A dúvida eu nunca mais permitiria.

Porque naquela noite finalmente entendi uma verdade que nenhum império tinha conseguido me ensinar.

Eu não tinha medo de morrer.

Não tinha medo de perder poder.

Não tinha medo de homens, armas ou guerras.

Tinha medo de uma única coisa.

Um mundo em que Serena Silva não existisse.

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Círculo das Sombras

Em construção

Um novo espaço está sendo preparado para quem vive cada história intensamente. Em breve, o Círculo das Sombras poderá reunir leitoras para compartilhar emoções, conversar sobre personagens, descobrir novidades e participar de experiências especiais do universo de S. Francesca.

PODER · SEGREDOS · LEALDADE · PAIXÃO

Nem todo juramento
protege. Nem toda sombra
esconde.

S. Francesca
POR TRÁS DAS PALAVRAS

S. Francesca

S. Francesca é autora de romances sombrios onde poder, segredos, lealdade e paixão caminham lado a lado. Na Saga das Sombras, cada vínculo carrega um preço e cada escolha pode mudar um destino.

Suas histórias convidam você a entrar em um universo intenso, onde o amor enfrenta o peso do poder e o silêncio nunca conta toda a verdade.

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THE WORLD OF S. FRANCESCA

Some stories
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The Heiress of Shadows
S. FRANCESCA · ENGLISH EDITIONS
ENGLISH EDITIONS

Stories that leave a mark.

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The Heiress of Shadows
English edition

The Heiress of Shadows

Synopsis

She was never supposed to return to the world she was born to rule.

For years, Sandra Francesca lived under another name, far from the legacy, secrets, and blood that came with her family.

But the shadows never truly let her go.

When her past pulls her back into a world ruled by power, loyalty, and violence, Sandra finds herself caught between the woman she became and the heiress she was always meant to be.

And then there is Luciano Draven.

Dangerous. Powerful. Feared.

A man accustomed to control—and entirely unprepared for the woman who refuses to surrender hers.

Their connection is intense, volatile, and impossible to ignore. But in a world where trust can be fatal and every alliance has a price, desire may be the most dangerous weakness of all.

Enemies are watching. Secrets are waiting to surface. And Sandra will soon discover that claiming her legacy means becoming something far more dangerous than the woman who once ran from it.

She is not simply returning to the shadows.

She is their heiress.

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The Oath of Lorenzo
Spin-off · English edition

The Oath of Lorenzo

Synopsis

But some promises are harder to keep than others.

Two years after helping rescue Açucena from a nightmare, Lorenzo sees her again. She is no longer the woman he remembers from that night. She has rebuilt her life, reclaimed her choices, and refuses to let anyone decide what she needs—not even a man who once opened a door for her.

Lorenzo knows he should keep his distance.

He also knows the past is not finished with them.

As new clues expose the remnants of a criminal network they thought had been destroyed, Lorenzo and Açucena are pulled into a dangerous truth where loyalty, trauma, desire, and choice collide.

He was raised to protect the people he loves at any cost.

She fought too hard for her freedom to ever belong to anyone.

And if Lorenzo wants a place beside her, he will have to learn that love is not another oath made in the shadows.

It is a choice. Made freely. Every single day.

The Oath of Lorenzo is a dark romantic suspense spin-off set in the Saga of Shadows universe, featuring danger, crime, emotional healing, intense chemistry, and a love story built on one essential truth: loving someone does not mean possessing them.

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Coming Soon

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The next stories from S. Francesca.

The Prince of Shadows — Enzo — English cover
Translation in progress

The Prince of Shadows — Enzo

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Beyond the Shadows

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Discover where each story begins. Read the prologues of S. Francesca's books and enter a world of power, secrets, loyalty, and intense passion.

The Heiress of Shadows

The Heiress of Shadows

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PROLOGUE — THE NIGHT I DIED

The water was freezing.

That was the first thing I felt.

Not the impact.

Not the pain.

Not even the sound of the gunshot still echoing inside my head.

The water.

Dark. Deep. Merciless.

I swallowed seawater when I tried to breathe. My body sank while my arms desperately searched for something—anything—to hold on to.

There was nothing.

Only darkness.

Only water.

And the certainty that, that night, someone had decided I didn't deserve to survive.

I tried to swim.

Pain tore through my body so violently that I almost gave up.

Almost.

Because dying would have been easier.

That was what they wanted.

For me to die.

For me to disappear.

For the sea to swallow my body and take with it the last trace of the Francesca family.

But I was still breathing.

Barely.

Painfully.

But breathing.

I curled my fingers into fists.

My father had taught me to trust very few people. Never to show fear in front of an enemy. To understand that, in our world, a smile could hide a betrayal.

But he had never taught me how to survive after losing everything.

I closed my eyes for a second.

And fragments of that night flashed through my mind.

A man who had sworn loyalty to my father.

Someone who knew our home. Our secrets. Our weaknesses.

At the time, I couldn't yet understand the full extent of the betrayal.

I only knew my father had trusted the wrong person.

And that none of it could have happened without help.

“Never let them make you believe you're weak, Sandra.”

My father's voice cut through the memory.

Strong.

Steady.

My father was dead.

So was my mother.

And I had been left to die.

Someone wanted to erase the Francescas.

Erase our family.

Erase me.

My body had been thrown into the sea.

A death without a body.

Without questions.

Without witnesses.

Perfect.

Except there was one problem.

I survived.

I fought the water.

Once.

Again.

My muscles screamed at me to stop.

Because surviving meant facing the truth.

I no longer had a home.

I no longer had a family.

I no longer had anywhere to go back to.

If they discovered I was alive, they would finish the job.

And next time, they might not fail.

A wave shoved me forward.

I coughed.

Fought.

Breathed.

I don't know how much time passed.

Minutes.

Hours.

An entire lifetime.

When my fingers finally touched something solid, I almost couldn't believe it.

Sand.

Land.

I dragged myself out of the water, trembling, exhausted, wounded.

I fell to my knees.

I stayed there, listening to the waves and staring at the dark sky.

And I cried.

I cried for my father.

For my mother.

For the life that had disappeared that night.

I cried for Lourenço Francesca's daughter.

Because she had died.

The protected daughter.

The heiress.

The woman who thought she knew the people around her.

She had been left at the bottom of that sea.

But I survived.

And when I finally managed to stand, I realized something.

I couldn't go back.

Not yet.

I couldn't seek revenge while I was still weak.

I couldn't face an enemy without knowing who stood beside him.

I needed to disappear.

I needed to learn.

Watch.

Discover who the men who had destroyed my family truly were.

And I needed to become stronger.

Much stronger.

I looked at the sea one last time.

At the place where everyone would believe I had died.

I let them believe it.

It was better that way.

For a while, I would be just another woman.

A face in the crowd.

A name that meant nothing.

No one would know who I was.

No one would know what I had lost.

While everyone believed Sandra Francesca was dead, I would be preparing.

Because one day, I would return.

One day, I would uncover the whole truth.

One day, I would take back everything they had stolen from me.

And the people who destroyed my family...

The people who tried to kill me...

They would look into my eyes.

And realize, far too late, the mistake they had made.

I hadn't died.

I had survived.

And that night, as I left behind the sea that should have been my grave, I made a promise.

I would come back.

Not as the girl they had tried to drown.

But as the woman they should never have allowed to survive.

Because that night, Sandra Francesca died.

And from the shadows rose someone they would never be able to destroy.

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The Oath of Lorenzo

The Oath of Lorenzo

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Prologue — The Night I Found Her

POV: LORENZO

I had seen fear before.

In the eyes of men who knew they were going to die. In women who had learned to distrust every outstretched hand. In children who should never have known certain things about the world.

That night, I found something else.

She was hurt.

Exhausted.

She had every reason to run the moment we opened a way out of that hell.

But she didn't.

She stayed.

Because there was still a little girl inside.

I didn't know her name.

I didn't know where she had come from, how long she had been held there, or what they had done to her.

I only knew she could barely stay on her feet, and still she refused to cross that doorway while a child remained on the other side.

I went back.

I found the girl.

And when I tried to help her, I saw her body recoil before she could even think.

I stopped.

I didn't touch her.

I waited.

In that place, men had already taken too much from her.

I would not be one more man deciding what happened to her body.

When she finally allowed me to come closer, I understood that trust could fit inside a gesture so small another man might not even notice it.

I got them both out.

That was all I had gone there to do.

Save whoever could still be saved.

Hand them over to Sandra.

Make sure they were safe.

And leave.

That was exactly what I did.

I didn't ask her name.

I didn't try to find out where she would go afterward.

I had no right.

That night, she was simply another survivor who had finally made it out.

And I was simply the man who had opened a door.

At least, that was what I chose to believe.

Because I didn't yet know that some doors, once opened, never truly close again.

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Circle of Shadows

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A new space is taking shape for readers who feel every story deeply. Soon, the Circle of Shadows may bring readers together to share emotions, discuss characters, discover news, and enjoy special experiences from S. Francesca's literary universe.

POWER · SECRETS · LOYALTY · PASSION

Not every oath
protects. Not every shadow
conceals.

S. Francesca
BEHIND THE WORDS

S. Francesca

S. Francesca writes dark romances where power, secrets, loyalty and passion walk hand in hand. In her world of shadows, every bond comes at a price and every choice can change a destiny.

Her stories draw you into an intense world where love confronts the weight of power, and silence never tells the whole truth.

S. Francesca
THE STORY CONTINUES

Even shadows
bring us closer.

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